Muita gente evita peixe por receio do mercúrio - mas, curiosamente, um dos peixes mais “limpos” e saudáveis costuma passar despercebido no balcão do fresco e na arca do congelado.
Quando se pensa em peixe branco e magro, a escolha vai quase sempre para o bacalhau. Só que, para quem procura um sabor semelhante, ainda menos gordura e uma acumulação muito baixa de metais pesados, há um parente próximo que merece mais atenção. Para grávidas, crianças e pessoas com questões cardiovasculares, pode mesmo tornar-se um “habitual” à mesa.
Warum dieser Fisch so gut in eine gesunde Ernährung passt
O peixe em causa é o eglefim (Schellfisch). No Norte da Europa aparece muitas vezes na frigideira, enquanto nos países de língua alemã continua a ser uma espécie de dica pouco conhecida. E, no entanto, traz exatamente o que muitos procuram: poucas calorias, muita proteína, bons minerais - e, face a peixes predadores, muito menos mercúrio.
O eglefim pertence ao grupo dos peixes tipo bacalhau e fornece proteína de fácil digestão. Para quem quer alimentar a massa muscular após o treino ou perder peso sem andar com fome, esta é uma opção muito certeira, porque sacia com pouca carga calórica.
O eglefim está entre os peixes mais magros de todos - muitas vezes com menos de 1 grama de gordura por 100 gramas.
Por isso, é adequado para pessoas com gorduras no sangue elevadas ou para quem quer gerir melhor o peso. Ao contrário de muitos produtos processados, o eglefim traz naturalmente pouca gordura saturada, mas oferece proteínas de qualidade e nutrientes valiosos.
Vitamine, Spurenelemente, Eiweiß: das steckt im Schellfisch
Uma olhadela aos valores nutricionais explica por que motivo tantos especialistas o apreciam. O eglefim fornece vários componentes importantes:
- Proteína de alta qualidade: bem aproveitada pelo organismo, ideal para músculo e construção de tecidos.
- Muito pouca gordura: geralmente abaixo de 1 g por 100 g de peixe.
- Vitaminas do complexo B: sobretudo B12 e B3 (niacina), para nervos, energia e formação do sangue.
- Selénio: apoia o sistema imunitário e contribui para a função da tiroide.
- Fósforo: fortalece ossos e dentes e participa no metabolismo energético.
- Ácidos gordos ómega-3: menos do que no salmão, mas ainda assim um contributo útil para coração e vasos sanguíneos.
O teor de selénio é particularmente interessante. Este oligoelemento atua como “escudo” contra radicais livres e tem um papel no metabolismo hormonal da tiroide. Muitas pessoas tendem a consumir pouco selénio - incluir peixe com regularidade pode ajudar a preencher essa falha.
E mesmo que espécies mais gordas, como o salmão, tenham muito mais ómega-3, o eglefim continua a oferecer uma quantidade relevante. Estas gorduras ajudam a baixar triglicéridos e têm um efeito anti-inflamatório no organismo. Quem, por exemplo, come poucas nozes ou raramente usa óleos vegetais ricos em ómega-3, ganha ainda mais com isso.
Kaum Quecksilber: warum Schellfisch als „sicherer Fisch“ gilt
Um tema que aparece sempre que se fala de peixe é a presença de mercúrio e outros metais pesados. Peixes predadores grandes, como atum, peixe-espada ou tubarão, estão mais acima na cadeia alimentar e acumulam, ao longo da vida, muito mais contaminantes.
Em avaliações internacionais, o eglefim é frequentemente classificado como “Best Choice” - ou seja, entre as espécies com valores muito baixos de mercúrio.
A explicação está no modo de vida: é um peixe com vida relativamente curta e alimenta-se sobretudo de pequenos invertebrados no fundo do mar. Assim, metais como o mercúrio acumulam-se muito menos do que em grandes predadores.
Por isso, autoridades de saúde como a FDA norte-americana e institutos nacionais de investigação consideram o eglefim uma escolha segura - incluindo para grupos mais sensíveis:
- Crianças
- Grávidas e lactantes
- Pessoas com doenças cardiovasculares
- Pessoas que querem comer peixe com regularidade
Quem deixa de comer peixe por medo do mercúrio acaba por abdicar de vantagens importantes sem necessidade. Com espécies como o eglefim, dá para encontrar um bom equilíbrio entre segurança e densidade nutricional.
Schellfisch oder Kabeljau: wer ist gesünder?
Em termos de família, são muito próximos: eglefim e bacalhau pertencem ao mesmo grupo de peixes tipo bacalhau, e os valores nutricionais são bastante semelhantes. Ambos são magros, ricos em proteína e com poucas calorias.
| Nährstoff (pro 100 g) | Schellfisch | Kabeljau (Atlantik) |
|---|---|---|
| Kalorien | ca. 75–85 kcal | ca. 75–85 kcal |
| Fett | oft etwas geringer | niedrig, leicht höher |
| Selen | meist etwas höher | hoch, aber tendenziell niedriger |
| Kaliumniveau | tendenziell höher | etwas niedriger |
Nutricionistas gostam de lhes chamar “primos” do ponto de vista nutricional. Na prática, isto significa: quem gosta de bacalhau, muito provavelmente vai gostar também de eglefim. A diferença está nos detalhes:
- O eglefim é muitas vezes ainda um pouco mais magro.
- Tende a fornecer mais selénio e potássio.
- Os filetes são mais finos e tenros, com um ligeiro toque doce.
- O cheiro típico a peixe é menos marcado.
Isso torna-o uma boa opção para quem não aprecia sabores muito intensos. As crianças também o aceitam com frequência, porque a carne é clara, suave e pouco dominante.
So schmeckt Schellfisch – und so gelingt er in der Küche
A carne do eglefim é branca, suculenta e levemente adocicada. É exatamente isso que o torna tão versátil. Resulta muito bem em cozeduras suaves, mas também aguenta uma panada estaladiça. Para quem quer preparações fáceis, pode começar por estas opções:
- Ao vapor com legumes e um fio de azeite
- No forno com limão, ervas e alho
- Filete com panada crocante – uma alternativa mais leve ao “peixe frito” clássico
- Em guisados com batata e legumes de raiz
Importante: quem controla a gordura por razões de saúde deve evitar fritar e preferir forno, vapor ou frigideira com pouco azeite. Assim o peixe fica leve e fácil de digerir, e o sabor delicado destaca-se melhor.
Warum Schellfisch rotes Fleisch sinnvoll ersetzen kann
Muita gente come bem mais carne vermelha do que as sociedades científicas recomendam. Ela fornece proteína, mas também gorduras saturadas que podem aumentar o LDL (“colesterol mau”). Trocar com mais frequência bife ou enchidos por eglefim é um passo claro a favor do coração e dos vasos sanguíneos.
A substituição regular de carne vermelha por peixes magros é considerada uma das medidas mais eficazes para melhorar o perfil lipídico.
O corpo passa a receber menos gorduras “pesadas” e mais ómega-3, vitaminas do complexo B e oligoelementos. Mesmo apenas uma a duas refeições de peixe por semana podem ter efeitos visíveis nos lípidos do sangue e na tensão arterial - sobretudo em quem antes tinha uma alimentação muito centrada em carne.
Worauf beim Kauf zu achten ist
No comércio, o eglefim aparece fresco na peixaria ou congelado em filetes. Quem, além da própria saúde, também quer considerar o estado dos mares, deve olhar para a origem e o método de captura. Certificações como o selo azul MSC indicam uma pesca mais sustentável.
O eglefim fresco deve ter carne firme, brilhante e sem cheiro forte. Os filetes congelados são práticos para o dia a dia; dão para retirar porções e não estragam tão depressa. O ideal é descongelar lentamente no frigorífico, para manter a textura.
Quecksilber, Selen, Omega-3: wie das alles zusammenwirkt
Muitos consumidores ouvem falar de mercúrio e ficam logo inseguros. Este metal acumula-se sobretudo em peixes predadores grandes e de vida longa. Em espécies como o eglefim, a carga é muito menor - por isso, vários painéis de especialistas o recomendam explicitamente.
O interessante é a relação entre selénio e mercúrio. O selénio liga-se a metais pesados no organismo e pode atenuar os seus efeitos nocivos. O facto de o eglefim juntar as duas coisas - pouco mercúrio e muito selénio - torna-o especialmente apelativo do ponto de vista toxicológico.
Somando ainda os ómega-3, resulta num conjunto que apoia coração, vasos, nervos e sistema imunitário. Quem só distingue entre salmão e atum acaba por ignorar um peixe que, discretamente, mas de forma muito eficaz, marca pontos.
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